Sunday, March 22, 2009

uma poesia

Ao sabor do vento
vou caminhando, às vezes corro, e, às vezes, paro
mas, em geral caminho
sem sobressaltos
e isto me incomoda, no mais das vezes.

Queria mais sobressaltos.
Esta normalidade excessiva,
Esta previsibilidade desmedida. 
Talvez, eu quereria não ser Eu[...
ou ser um outro Eu!?

Cristiano Dourado Borges, 26 é poeta de meia tigela,
 meia não um quarto de tigela no máximo


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