Friday, February 23, 2007

poema de benedetti

A la muerte de un canallaPor Mario Benedetti


Vamos a festejarlo!vengan todos!los inocentes, los damnificados los que gritan de nochelos que sueñan de díalos que sufren el cuerpo los que alojan fantasmaslos que pisan descalzoslos que blasfeman y ardenlos pobres congeladoslos que quieren a alguienlos que nunca se olvidanvamos a festejarlo!¡vengan todos!el crápula se ha muerto! se acabó el alma negra!el ladrónel cochinose acabó para siemprehurra!que vengan todos¡vamos a festejarlo!a no decir: la muerte siempre lo borra todotodo lo purifica cualquier día…la muerte no borra nada! quedan siempre las cicatriceshurra!murió el cretinovamos a festejarlo!a no llorar de vicio!que lloren sus iguales y se traguen sus lágrimas!se acabó el monstruo prócer!se acabó para siempre! vamos a festejarlo!a no ponernos tibios!a no creer que éste es un muerto cualquieravamos a festerjarlo!a no volvernos flojos!a no olvidar que éste… es un muerto de mierda!

(hecho para Ronald Regan, pero los paraguaios lo están cantando)

Monday, February 19, 2007

O camarote e o povo

O camarote no carnaval de Salvador é uma excrescência. O crescimento do número de camarotes é uma aberração. O camarote, uma grande estrutura metálica com visão privilegiada da Festa, quase sempre está localizado em área pública. Daí temos de uma lado da Avenida centenas de pessoas em seus luxuosos camarotes, enquanto do outro, dezenas de milhares de pessoas espremidas. Em alguns casos, como no circuito da campo grande, simplesmente não existe espaço para aqueles que não podem pagar. De cada lado os camarotes e no meio os blocos pagos, de modo que os espaço daqueles que realemtne pagam a festa desaparece. Digo que pagam porque a prefeitura de Salvador anunciou que vai gastar pelo menos 21 milhões de reais e o governo do Estado, 15 milhões só com segurança.