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Wednesday, September 05, 2007
Monday, September 03, 2007
é o frocos
Muito já se escreveu sobre não ter assuntos para a crônica. Queria eu também dar minha contribuição. Sei que quero escrever, todavia, não tenho nenhum assunto. Então é isso. Escrevo sobre a falta de assunto. Isso. Poderia escrever sobre futebol. Gosto. Não entendo, mas gosto. Não. Que tal, especulação imobiliária? Que sem graça!! iria entediar meus três leitores e uma leitora. Tá decidido. Nunca escreverei sobre crises imobiliárias. Talvez sobre metodologia da antropologia? Tô fazendo uma disciplina na universidade só sobre isto. Claro que não. Nenhum dos três leitores e leitora deste blogue se interessaria por isso. Renan? Não, renan não. Maria Clara? não sabem quem é Maria Clara? É minha prima linda de dois anos e meio. Ela merece um livro só para as suas perguntas mais intrigantes. Uso de plantas medicinais pelos sertanejos? isto dá uma tese de doutorado, mas uma crônica? duvido. Agora sim. achei. vou escrever sobre o ônibus. que ônibus? claro que não um ônibus particular. Falo deste espaço, deste momento. De entrar no ônibus. Então conto o que ouço no ônibus. A minha frente tem dois homens, por volta de 45 anos. Um diz, o outro escuta. Não gosto de desejar mal a ninguém. Atrás eu me delicio com aquela manifestação de bondade. O homem conclui. Mas achei bom quando a vizinha quebrou a perna ao escorregar no tapete. Pra deixar de ser metida a besta. Não gostei. Não falo de ônibus. Falo. Um vendedor entra no ônibus, oferece seus produtos, fala das difuculdades de trabalhar com carteira assinada, da legitimidade do seu trabalho. Várias pessoas compram seus produtos. Uma jovem senhora, apostaria que tinha entre 40 e 45. Chama o vendedor e, com seu chocolate à mão, pergunta?! E este tal de cocrante aqui moço é o quê? Vendedor examina o chocolate e e com um pouco de dúvidas dá sua opinião: moça num tenho muita certeza mas acho que é o frocos, é isso, é o frocos.
Andando por aí
Ultimamente tenho pensado na estranheza da vida. Este negócio de ir vivendo e simplesmente, um dia, ser um não vivente. Ou não ser vivente. Ou ser um não-Ser. Ou não ser um Ser. Que coisa estranha. Quem discordar comenta aí.
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