Silêncios
Largos Silêncios interpretativos,
Adoçados por funda nostalgia,
Balada de consolo e simpatia
Que os sentimentos meus torna cativos.
Harmonia de doces lenitivos,
Sombra, segredo, lágrima, harmonia
Da alma serena, da alma fugidia
Nos seus vagos espasmos sugestivos.
Ó Silêncios! ó cândidos desmaios,
Vácuos fecundos de celestes raios
De sonhos, no mais límpido cortejo...
Eu vos sinto os mistérios insondáveis,
Como de estranhos anjos inefáveis
O glorioso esplendor de um grande beijo!
Texto de Tasso da Silva
João da Cruz e Souza nasceu a 24 de Novembro de 1862, na cidade de Destêrro, atual Florianópolis, capital da então Província de Santa Catarina. Filho de dois negros escravos, trazia nas artérias sangue sem mescla da África , e no profundo psiquismomilenárias forças adormecidas de angústia e sonho. Tiro a esta referência todo acento literário, pois que de fato significa um puro dado positivo, indispensável à compreensão do destino e do canto do Poeta Negro. Morreu a 19 de Março de 1898, na cidade de Sítio, Minas, para onde fôra transportado às pressas vencido pela tuberculose. Nos seus trinta e seis anos de existência terrena, percorreu todo um ciclo de experiências tremendas de sofrimento.
Saturday, November 04, 2006
Tuesday, October 31, 2006
SOLANO TRINDADE
[in jornal A Tarde, 27.02.1999]
Solano Trindade nasceu em Recife (PE), em 24 de julho de 1908, e morreu no Rio de Janeiro em 1974. Fez o curso propedêutico da Academia de Comércio de Recife, foi operário e funcionário público federal, no início de sua carreira (Serviço Nacional de Recrutamento). Publicou Poemas de uma vida simples, 1944, Seis tempos de poesia, 1958, e Cantares de um povo, 1963, entre outros. Os poemas aqui publicados foram extraídos de Antologia da Nova Poesia Brasileira (RJ, 1948), organizada pelo poeta (também já falecido) J.G. de Araújo Jorge, para a Editora Vecchi Ltda.
Um dos primeiros poetas negros a escrever sobre e para negros pagando por isso um preço altíssimo
Três poemas de Solano Trindade
Balada do Amor
É preciso fugir
De todo o amor que faz sofrer
É preciso fugir do amor...
Talvez a chuva lá fora faça bem
Talvez o frio da noite
Seja como alguém...
Negra bonita
Negra bonita de vestido azul e branco
Sentada num banco de segunda de trem
Negra bonita o que é que você tem?
Com a cara tão triste não sorri pra ninguém?
Negra bonita
É seu amor que não veio
Quem sabe se ainda vem
Quem sabe perdeu o trem
Negra bonita não fique triste não
Se seu amor não vier
Quem sabe se outro vem
Quando se perde um amor
Logo se encontra cem
Você uma negra bonita
Logo encontra outro bem.
Quem sabe se eu sirvo
Para ser o seu amor
Salvo se você não gosta
De gente da sua cor
Mas se gosta eu sou o tal
Que não perde pra ninguém
Sou o tipo ideal
Pra quem ficou sem o bem...
Reflexão
Vieste acender o meu fogo poético,
E minh’alma se abriu pras grandes festas,
A música dos teus poemas,
Faz-me dançar o bailado,
Da primeira mocidade...
Eu sinto vontade de não ser sexo,
Para brincar contigo como criança,
E brincar de cirandinha com tu’alma.
Mas como sou sexo,
Vou assistir um espetáculo humano;
A confecção de bandeiras iguais,
Para seres que parecem diferentes.
[in jornal A Tarde, 27.02.1999]
Solano Trindade nasceu em Recife (PE), em 24 de julho de 1908, e morreu no Rio de Janeiro em 1974. Fez o curso propedêutico da Academia de Comércio de Recife, foi operário e funcionário público federal, no início de sua carreira (Serviço Nacional de Recrutamento). Publicou Poemas de uma vida simples, 1944, Seis tempos de poesia, 1958, e Cantares de um povo, 1963, entre outros. Os poemas aqui publicados foram extraídos de Antologia da Nova Poesia Brasileira (RJ, 1948), organizada pelo poeta (também já falecido) J.G. de Araújo Jorge, para a Editora Vecchi Ltda.
Um dos primeiros poetas negros a escrever sobre e para negros pagando por isso um preço altíssimo
Três poemas de Solano Trindade
Balada do Amor
É preciso fugir
De todo o amor que faz sofrer
É preciso fugir do amor...
Talvez a chuva lá fora faça bem
Talvez o frio da noite
Seja como alguém...
Negra bonita
Negra bonita de vestido azul e branco
Sentada num banco de segunda de trem
Negra bonita o que é que você tem?
Com a cara tão triste não sorri pra ninguém?
Negra bonita
É seu amor que não veio
Quem sabe se ainda vem
Quem sabe perdeu o trem
Negra bonita não fique triste não
Se seu amor não vier
Quem sabe se outro vem
Quando se perde um amor
Logo se encontra cem
Você uma negra bonita
Logo encontra outro bem.
Quem sabe se eu sirvo
Para ser o seu amor
Salvo se você não gosta
De gente da sua cor
Mas se gosta eu sou o tal
Que não perde pra ninguém
Sou o tipo ideal
Pra quem ficou sem o bem...
Reflexão
Vieste acender o meu fogo poético,
E minh’alma se abriu pras grandes festas,
A música dos teus poemas,
Faz-me dançar o bailado,
Da primeira mocidade...
Eu sinto vontade de não ser sexo,
Para brincar contigo como criança,
E brincar de cirandinha com tu’alma.
Mas como sou sexo,
Vou assistir um espetáculo humano;
A confecção de bandeiras iguais,
Para seres que parecem diferentes.
contribuições para o léxico
Democrata. adj 2gn. todos os que concordem conosco, independente daquilo que acredite ou que faça.
Ditador ( A) . adj. nossos inimigos.
Democrático. adj. Tudo que for bom para nós, independente de quem tenha formulado.
Liberdade de imprensa. Exp. idiomática. Significa que os jornais e revistas podem destruir reputações e falar o que bem entenderem sobre qualquer coisa, sem qualquer compromisso com os acontecimentos factuais.
Autoritário. Adj. qualquer um que seja contra a liberdade de imprensa.
Popululista. adj. qualquer político, independente de matriz ideológica, que proponha políticas de redução das desigualdades econômicas.
Políticas populistas. Exp. idiomática. Aquelas propostas pelos políticos populistas.
Choque de gestão. Exp. idiomática. Siginifica basicamente cortar investimentos de área estratégicas como segurança, saúde e educação para pagamentos de juros para aqueles que têm títulos da dívida pública.
Responsbilidade fiscal. exp. idiomática. Significa destinar recursos para pagamento de juros da dívida e corte nos investimentos, quase a mesma coisa que choque de gestão.
Aloprados. neologismo. siginifica que as pessoas fizeram a coisa certa de maneira errada ou seria o contrário.
Traidores. adj. refere-se as pessoas que acham que coisas erradas estão erradas.
Ditador ( A) . adj. nossos inimigos.
Democrático. adj. Tudo que for bom para nós, independente de quem tenha formulado.
Liberdade de imprensa. Exp. idiomática. Significa que os jornais e revistas podem destruir reputações e falar o que bem entenderem sobre qualquer coisa, sem qualquer compromisso com os acontecimentos factuais.
Autoritário. Adj. qualquer um que seja contra a liberdade de imprensa.
Popululista. adj. qualquer político, independente de matriz ideológica, que proponha políticas de redução das desigualdades econômicas.
Políticas populistas. Exp. idiomática. Aquelas propostas pelos políticos populistas.
Choque de gestão. Exp. idiomática. Siginifica basicamente cortar investimentos de área estratégicas como segurança, saúde e educação para pagamentos de juros para aqueles que têm títulos da dívida pública.
Responsbilidade fiscal. exp. idiomática. Significa destinar recursos para pagamento de juros da dívida e corte nos investimentos, quase a mesma coisa que choque de gestão.
Aloprados. neologismo. siginifica que as pessoas fizeram a coisa certa de maneira errada ou seria o contrário.
Traidores. adj. refere-se as pessoas que acham que coisas erradas estão erradas.
Este é o brasil.
Leio várias reportagens dando conta de que os atrasos nos vôos em vários aeroportos do país foram em decorrência dos controladores estarem monitorando somente 14 vôs por vez como prescreve as leis brasileiras. Então não é incrível, as coisas vão mal quando todos resolvem seguir as regras. É só no Brasil...
Patativa do assaré
Patativa do Assaré, desconhecido totalmente da maioria dos brasileiros e estudado na cadeira de literatura universal da Sorbonne, é herdeiro dos grandes cordelistas do nordeste brasileiro. E aqui vai para os 3 leitores do blog um belo poema dele...
Aos poetas clássicos
Patativa do Assaré(Antônio Gonçalves da Silva)
Poetas niversitário,
Poetas de Cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia;
Se a gente canta o que pensa,
Eu quero pedir licença,
Pois mesmo sem português
Neste livrinho apresento
O prazê e o sofrimento
De um poeta camponês.
Eu nasci aqui no mato,
Vivi sempre a trabaiá,
Neste meu pobre recato,
Eu não pude estudá
No verdô de minha idade,
Só tive a felicidad
De dá um pequeno insaio
In dois livro do iscritô,
O famoso professô
Filisberto de Carvaio.
No premêro livro havia
Belas figuras na capa,
E no começo se lia:
A pá — O dedo do Papa,
Papa, pia, dedo, dado,
Pua, o pote de melado,
Dá-me o dado, a fera é má
E tantas coisa bonita,
Qui o meu coração parpita
Quando eu pego a rescordá.
Foi os livro de valô
Mais maió que vi no mundo,
Apenas daquele autô
Li o premêro e o segundo;
Mas, porém, esta leitura,
Me tirô da treva escura,
Mostrando o caminho certo,
Bastante me protegeu;
Eu juro que Jesus deu
Sarvação a Filisberto.
Depois que os dois livro eu li,
Fiquei me sintindo bem,
E ôtras coisinha aprendi
Sem tê lição de ninguém.
Na minha pobre linguage,
A minha lira servage
Canto o que minha arma sente
E o meu coração incerra,
As coisa de minha terra
E a vida de minha gente.
Poeta niversitaro,
Poeta de cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia,
Tarvez este meu livrinho
Não vá recebê carinho,
Nem lugio e nem istima,
Mas garanto sê fié
E não istruí papé
Com poesia sem rima.
Cheio de rima e sintindo
Quero iscrevê meu volume,
Pra não ficá parecido
Com a fulô sem perfume;
A poesia sem rima,
Bastante me disanima
E alegria não me dá;
Não tem sabô a leitura,
Parece uma noite iscura
Sem istrela e sem luá.
Se um dotô me perguntá
Se o verso sem rima presta,
Calado eu não vou ficá,
A minha resposta é esta:—
Sem a rima, a poesia
Perde arguma simpatia
E uma parte do primô;
Não merece munta parma,
É como o corpo sem arma
E o coração sem amô.
Meu caro amigo poeta,
Qui faz poesia branca,
Não me chame de pateta
Por esta opinião franca.
Nasci entre a natureza,
Sempre adorando as beleza
Das obra do Criadô,
Uvindo o vento na serva
E vendo no campo a reva
Pintadinha de fulô.
Sou um caboco rocêro,
Sem letra e sem istrução;
O meu verso tem o chêro
Da poêra do sertão;
Vivo nesta solidade
Bem destante da cidade
Onde a ciença guverna.
Tudo meu é naturá,
Não sou capaz de gostá
Da poesia moderna.
Deste jeito Deus me quis
E assim eu me sinto bem;
Me considero feliz
Sem nunca invejá quem tem
Profundo conhecimento.
Ou ligêro como o vento
Ou divagá como a lesma,
Tudo sofre a mesma prova,
Vai batê na fria cova;
Esta vida é sempre a mesma.
Antônio Gonçalves da Silva, conhecido como Patativa do Assaré, nasceu numa pequena propriedade rural de seus pais em Serra de Santana, município de Assaré, no sul do Ceará, em 05-03-1909. Filho mais velho entre os cinco irmãos, começou a vida trabalhando na enxada. O fato de ter passado somente seis meses na escola não impediu que sua veia poética florescesse e o transformasse em um inspirado cantor de sua região, de sua vida e da vida de sua gente. Em reconhecimento a seu trabalho, que é admirado internacionalmente, foi agraciado, no Brasil, com o título de doutor "honoris causa" por universidades locais. Casou-se com D. Belinha, e foi pai de nove filhos. Publicou Inspiração Nordestina, em 1956. Cantos de Patativa, em 1966. Em 1970, Figueiredo Filho publicou seus poemas comentados Patativa do Assaré. Tem inúmeros folhetos de cordel e poemas publicados em revistas e jornais. Sua memória está preservada no centro da cidade de Assaré, num sobradão do século XIX que abriga o Memorial Patativa do Assaré. Em seu livro Cante lá que eu canto cá, Patativa afirma que o sertão enfrenta a fome, a dor e a miséria, e que "para ser poeta de vera é preciso ter sofrimento".O poeta faleceu no dia 08/07/2002, aos 93 anos.
Aos poetas clássicos
Patativa do Assaré(Antônio Gonçalves da Silva)
Poetas niversitário,
Poetas de Cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia;
Se a gente canta o que pensa,
Eu quero pedir licença,
Pois mesmo sem português
Neste livrinho apresento
O prazê e o sofrimento
De um poeta camponês.
Eu nasci aqui no mato,
Vivi sempre a trabaiá,
Neste meu pobre recato,
Eu não pude estudá
No verdô de minha idade,
Só tive a felicidad
De dá um pequeno insaio
In dois livro do iscritô,
O famoso professô
Filisberto de Carvaio.
No premêro livro havia
Belas figuras na capa,
E no começo se lia:
A pá — O dedo do Papa,
Papa, pia, dedo, dado,
Pua, o pote de melado,
Dá-me o dado, a fera é má
E tantas coisa bonita,
Qui o meu coração parpita
Quando eu pego a rescordá.
Foi os livro de valô
Mais maió que vi no mundo,
Apenas daquele autô
Li o premêro e o segundo;
Mas, porém, esta leitura,
Me tirô da treva escura,
Mostrando o caminho certo,
Bastante me protegeu;
Eu juro que Jesus deu
Sarvação a Filisberto.
Depois que os dois livro eu li,
Fiquei me sintindo bem,
E ôtras coisinha aprendi
Sem tê lição de ninguém.
Na minha pobre linguage,
A minha lira servage
Canto o que minha arma sente
E o meu coração incerra,
As coisa de minha terra
E a vida de minha gente.
Poeta niversitaro,
Poeta de cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia,
Tarvez este meu livrinho
Não vá recebê carinho,
Nem lugio e nem istima,
Mas garanto sê fié
E não istruí papé
Com poesia sem rima.
Cheio de rima e sintindo
Quero iscrevê meu volume,
Pra não ficá parecido
Com a fulô sem perfume;
A poesia sem rima,
Bastante me disanima
E alegria não me dá;
Não tem sabô a leitura,
Parece uma noite iscura
Sem istrela e sem luá.
Se um dotô me perguntá
Se o verso sem rima presta,
Calado eu não vou ficá,
A minha resposta é esta:—
Sem a rima, a poesia
Perde arguma simpatia
E uma parte do primô;
Não merece munta parma,
É como o corpo sem arma
E o coração sem amô.
Meu caro amigo poeta,
Qui faz poesia branca,
Não me chame de pateta
Por esta opinião franca.
Nasci entre a natureza,
Sempre adorando as beleza
Das obra do Criadô,
Uvindo o vento na serva
E vendo no campo a reva
Pintadinha de fulô.
Sou um caboco rocêro,
Sem letra e sem istrução;
O meu verso tem o chêro
Da poêra do sertão;
Vivo nesta solidade
Bem destante da cidade
Onde a ciença guverna.
Tudo meu é naturá,
Não sou capaz de gostá
Da poesia moderna.
Deste jeito Deus me quis
E assim eu me sinto bem;
Me considero feliz
Sem nunca invejá quem tem
Profundo conhecimento.
Ou ligêro como o vento
Ou divagá como a lesma,
Tudo sofre a mesma prova,
Vai batê na fria cova;
Esta vida é sempre a mesma.
Antônio Gonçalves da Silva, conhecido como Patativa do Assaré, nasceu numa pequena propriedade rural de seus pais em Serra de Santana, município de Assaré, no sul do Ceará, em 05-03-1909. Filho mais velho entre os cinco irmãos, começou a vida trabalhando na enxada. O fato de ter passado somente seis meses na escola não impediu que sua veia poética florescesse e o transformasse em um inspirado cantor de sua região, de sua vida e da vida de sua gente. Em reconhecimento a seu trabalho, que é admirado internacionalmente, foi agraciado, no Brasil, com o título de doutor "honoris causa" por universidades locais. Casou-se com D. Belinha, e foi pai de nove filhos. Publicou Inspiração Nordestina, em 1956. Cantos de Patativa, em 1966. Em 1970, Figueiredo Filho publicou seus poemas comentados Patativa do Assaré. Tem inúmeros folhetos de cordel e poemas publicados em revistas e jornais. Sua memória está preservada no centro da cidade de Assaré, num sobradão do século XIX que abriga o Memorial Patativa do Assaré. Em seu livro Cante lá que eu canto cá, Patativa afirma que o sertão enfrenta a fome, a dor e a miséria, e que "para ser poeta de vera é preciso ter sofrimento".O poeta faleceu no dia 08/07/2002, aos 93 anos.
Monday, October 30, 2006
cora
Cora faz parte daquilo que o Brasil já produziu de melhor. Cora é verdadeira, é simples, é complexa, Cora e´de goiás, mas é também e principalmente do Brasil. Cora é minha preferida...
Conclusões de Aninha
Cora Coralina
Estavam ali parados. Marido e mulher.Esperavam o carro. E foi que veio aquela da roçatímida, humilde, sofrida.Contou que o fogo, lá longe, tinha queimado seu rancho,e tudo que tinha dentro.Estava ali no comércio pedindo um auxílio para levantar novo rancho e comprar suas pobrezinhas.
O homem ouviu. Abriu a carteira tirou uma cédula, entregou sem palavra.A mulher ouviu. Perguntou, indagou, especulou, aconselhou,se comoveu e disse que Nossa Senhora havia de ajudarE não abriu a bolsa.Qual dos dois ajudou mais?
Donde se infere que o homem ajuda sem participar e a mulher participa sem ajudar.Da mesma forma aquela sentença:"A quem te pedir um peixe, dá uma vara de pescar."Pensando bem, não só a vara de pescar, também a linhada,o anzol, a chumbada, a isca, apontar um poço piscosoe ensinar a paciência do pescador.Você faria isso, Leitor?Antes que tudo isso se fizesseo desvalido não morreria de fome?Conclusão:Na prática, a teoria é outra.
Cora Coralina (Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas), 20/08/1889 — 10/04/1985, é a grande poetisa do Estado de Goiás. Em 1903 já escrevia poemas sobre seu cotidiano, tendo criado, juntamente com duas amigas, em 1908, o jornal de poemas femininos "A Rosa". Em 1910, seu primeiro conto, "Tragédia na Roça", é publicado no "Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás", já com o pseudônimo de Cora Coralina. Em 1911 conhece o advogado divorciado Cantídio Tolentino Brêtas, com quem foge. Vai para Jaboticabal (SP), onde nascem seus seis filhos: Paraguaçu, Enéias, Cantídio, Jacintha, Ísis e Vicência. Seu marido a proíbe de integrar-se à Semana de Arte Moderna, a convite de Monteiro Lobato, em 1922. Em 1928 muda-se para São Paulo (SP). Em 1934, torna-se vendedora de livros da editora José Olimpio que, em 1965, lança seu primeiro livro, "O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais". Em 1976, é lançado "Meu Livro de Cordel", pela editora Cultura Goiana. Em 1980, Carlos Drummond de Andrade, como era de seu feitio, após ler alguns escritos da autora, manda-lhe uma carta elogiando seu trabalho, a qual, ao ser divulgada, desperta o interesse do público leitor e a faz ficar conhecida em todo o Brasil.
Conclusões de Aninha
Cora Coralina
Estavam ali parados. Marido e mulher.Esperavam o carro. E foi que veio aquela da roçatímida, humilde, sofrida.Contou que o fogo, lá longe, tinha queimado seu rancho,e tudo que tinha dentro.Estava ali no comércio pedindo um auxílio para levantar novo rancho e comprar suas pobrezinhas.
O homem ouviu. Abriu a carteira tirou uma cédula, entregou sem palavra.A mulher ouviu. Perguntou, indagou, especulou, aconselhou,se comoveu e disse que Nossa Senhora havia de ajudarE não abriu a bolsa.Qual dos dois ajudou mais?
Donde se infere que o homem ajuda sem participar e a mulher participa sem ajudar.Da mesma forma aquela sentença:"A quem te pedir um peixe, dá uma vara de pescar."Pensando bem, não só a vara de pescar, também a linhada,o anzol, a chumbada, a isca, apontar um poço piscosoe ensinar a paciência do pescador.Você faria isso, Leitor?Antes que tudo isso se fizesseo desvalido não morreria de fome?Conclusão:Na prática, a teoria é outra.
Cora Coralina (Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas), 20/08/1889 — 10/04/1985, é a grande poetisa do Estado de Goiás. Em 1903 já escrevia poemas sobre seu cotidiano, tendo criado, juntamente com duas amigas, em 1908, o jornal de poemas femininos "A Rosa". Em 1910, seu primeiro conto, "Tragédia na Roça", é publicado no "Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás", já com o pseudônimo de Cora Coralina. Em 1911 conhece o advogado divorciado Cantídio Tolentino Brêtas, com quem foge. Vai para Jaboticabal (SP), onde nascem seus seis filhos: Paraguaçu, Enéias, Cantídio, Jacintha, Ísis e Vicência. Seu marido a proíbe de integrar-se à Semana de Arte Moderna, a convite de Monteiro Lobato, em 1922. Em 1928 muda-se para São Paulo (SP). Em 1934, torna-se vendedora de livros da editora José Olimpio que, em 1965, lança seu primeiro livro, "O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais". Em 1976, é lançado "Meu Livro de Cordel", pela editora Cultura Goiana. Em 1980, Carlos Drummond de Andrade, como era de seu feitio, após ler alguns escritos da autora, manda-lhe uma carta elogiando seu trabalho, a qual, ao ser divulgada, desperta o interesse do público leitor e a faz ficar conhecida em todo o Brasil.
eleição Lula reeleito
Ontem Lula foi reeleito com mais de 58 milhões de votos, não é pouco. E agora? esta é a pergunta. e a agora? contando com uma base de apoio bastante heterogênea, passando desde representantes do agronegócio aos sem-terra. A questão é entender, como dentro desta perspectiva sindical, onde tudo pode ser negociado, a questão é saber como o presidente vai consegui, se é que conseguirá, conciliar tantos interesses divergentes e até mesmo antagônicos sem levar a uma fratura no tecido social, cada vez mais frágil. Esta é uma questão ou até a questão. è inegável que no seguno turno o presidente contou com apoios mais a esquerda, os desiludidos de 2002, e estes apoios vão ser cobrados a partir de 2007. Estes apoios, são antes de tudo, votos anti PSDB. Ao sinalizar para esta parcela da sociedade que concessões poderiam ser feitas, o presidente se coloca numa posição complicada. Como conciliar arrocho fiscal com aumento do gasto público??? eu não sei... mas também não sou presidente.
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