penso em mil coisas ao mesmo tempo
e concluo: a mediocridade é horripilante
chego aos 26, nenhuma condecoração
não sou cidadão honorário de lugar algum
não sei fazer absolutamente nada
nada que outros não possam fazer, melhor
e como é confortável saber que minha condição
é compartilhada, um tantão assim de gente.
O bom da mediocridade é que você nunca tá sozinho
sempre tem companhia
na escola, no trabalho, na rua, no bar...
Como deve ser dificil ser brilhante
Imagine não poder gostar de futebol, afinal o esporte
dos ignorantes e medíocres
Imagina ter que saber um monte de coisas que odeia
Não quero nem imaginar.
Cristiano Dourado Borges, 26 é poeta de meia tigela,
meia não, um quarto de tigela no máximo
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