Monday, March 26, 2007

distante


Eu queria neste exato momento
Poder escrever um poema
um poema bem duro
e bem sensível
Que tivesse nele toda a complexidade do amigo que se foi
daquilo que ficou dos amigos que se foram
e daquilo que se foi dos amigos que se foram
Queria poder entender toda a complexidade que há em mim
dos amigos todos que um dia se passaram
Se passaram e se foram
Queria entender o que ficou e o que de mim se foi
Esta complexidade dos todosamigosqueháemmim
este todo eu formado de partedosamigos que um dia se passaram
esta aglutinação do eu nos outros, dos outros em mim.

Cristiano Dourado,24 é poeta de meia tigela, meia não, uma quarto de tigela no máximo.



1 comment:

Rayanne said...

Te cheguei pela Marla.

E se passaram,
Pássaros,
Passaredos,
Água.
Amigos deixam ninhos - morada,
Caminhos para ida ou volta,
Desenhos em nosso leito.

Os amigos nos assinam a alma.

**Estrelas prá ti, moço**