É pobre porque é negro
É negra porque é pobre
E vem o democrata e tudo resolve:
Deixa disso, o problema é social
Este negócio de raça é coisa dos isteites da américa!
Aqui todos somos irmãos!
E meio disconfiado, algum antinacionalista meio que querendo semear a discórdia, pergunta:
E esse negócio de ser chamado de feio,
de os deputado ser "tudo" branco
E diplomatas negros onde estão?
E os mocinhos das novelas do plim- plim
serem tudo branco
E cabelo ruim é cabelo crespo
E a loucura racial
E racismo
E a professora da pré-escola
que um dia disse que negro nem fede mais
agora tem uns desodorantes ótimos
E as negras que ganham menos que as brancas
E a demonização das religiões dos orixás
Ah, disse o democrata, isso é tudo invenção
dos antinacionalistas
Estes ainda levam a harmonia deste país pelo ralo.
E antinacionalista não satisfeito retruca:
esta harmonia é feita à custa do sangue de nossos quilombos e senzalas
Das revoltas, da chibata dos búzios, dos malês...
Do confinamento de nosso povo nos guetos.
Estes antinacionalistas ainda botam este país a perder.
Cristiano Dourado, 24 é poeta de meia tigela, meia não, um quarto de tigela no máximo. É aprendiz de poeta da escola de Dilmar, Dilduentorno.
Tuesday, November 21, 2006
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3 comments:
Para aprendiz de um quarto de tigela vc tá muito bom heim.
Quanta modéstia!!!!!!!!!
Palavras que me alcançam e despertam o que estava em sono.
Salve o quarto de tigela de poeta!
É o que basta para que fiquemos saciados.
Beijo!
de tanto exagerar os caracteres de menino parece que ce tá ironizando os que pensam que só menino sente essas coisas...
pois eu to desse jeito!
amigo bernardo
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