De costa
Para as cotas
Cotista
Se revolta
Com o povo preto
Que ali o esperava
Mais ele enganado já foi convidado
Primeiro ofício
Capitão do mato
E tão solitário
Aceita o trabalho
Mais faz esse gesto hipnotizado
Pois diabo racista
A muito empacado
Só ver o cotista na forma de escravo
E embassa sua visão e sua audição
Toda percepção
Deixando ele calmo
E a compensação
Menor que o salário
E o tal diabo tão vivo e claro
Envolve o cotista
Com um questionário
Os que têm axé responde o contrário
Mais esse coitado é selecionado
Na ala dos otários
Para ser ele própio pedra no sapato
Na história de um povo guerreiro e bravo
E sendo ele usado
Convém um recado
Cuidado Cotista
Cotista Cuidado
Rafael dos Santos é poeta nas horas vagas, é companheiro pra toda correria. Quem não conhece deveria.